Marolo, sabor do cerrado mineiro

Foto: Maurício Mercadante

O Marolo é o fruto do maroleiro (Annona crassiflora), também conhecido como Araticum,  uma espécie nativa cerrado brasileiro.


Foto: Maurício Mercadante

O maroleiro é uma árvore de 6 a 8 m de altura, da família das anonáceas, incidente nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e em partes isoladas de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e leste da Bahia. Mas o fruto é  mais apreciado em Minas Gerais.

Foto: Maurício Mercadante

Possui sistema radicular do tipo axial que atinge grandes profundidades no solo, para absorver água e nutrientes. O seu tronco é reto com galhos tortuosos, a casca é corticosa, fendida e grossa.

Foto: Maurício Mercadante

Possui folhas ovadas, coriáceas, flores verde-amarelas que ocorrem entre novembro e janeiro, com polinização entomófila, mais especificamente pelo besouro ciclocéfalo (Cyclocephala atricapilla).

Foto: Maurício Mercadante

Os frutos são grandes, podem pesar até 4,5 kg, comestíveis, de casca verde-amarronzada. O sinal de que estão maduros para o consumo é quando os riscos entres os gomos se tornam amarelados. No entanto, os melhores frutos para consumos são aqueles que caem maduros do pé. Os que são colhidos ainda verde apresentam sabor inferior e muitas vezes não chegam a madurar.

Foto: Maurício Mercadante

Cada fruto contém muitas sementes com cerca de 1,5 cm de comprimento, tidas como como antidiarréicas. Quando aberto, o fruto oferece uma polpa cremosa de odor e sabor bem fortes e característicos que  difere grandemente da fruta-do-conde.
Foto: Maurício Mercadante

A fruta é considerada uma iguaria da região do cerrado, vendido em feiras livres ou consumido ao natural ou na forma de batidas, bolos, biscoitos e bolachas, picolés, sorvetes, geléias e diversos doces.
Foto: Maurício Mercadante

A frutificação inicia-se em novembro e a maturação entre fevereiro e abril, fato popularmente associado ao período da Quaresma. O crescente desmatamento do cerrado e a germinação demorada das sementes, que pode atingir até trezentos dias, têm contribuído muito para a diminuição radical dos maroleiros em Minas Gerais.

Foto: Maurício Mercadante

Imagens: Maurício Mercadante http://twixar.com/rSW5

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